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Desenvolvimento Humano e Profissional

Aprendendo a pescar e melhorando relacionamentos

Por Wilson Martins [Wilson_Martins]
14/08/2007 15:09:03


Aprendendo a pescar e melhorando relacionamentos

Talvez você me pergunta “O que tem a ver pescar com melhorar, qualificar e quantificar relacionamentos?”.

Eu lhe respondo que “Em todo o saber há poucos princípios e muitas técnicas!”.

Técnicas meu amigo, são as maiores responsáveis por mudanças com elas mudamos tudo!

Mas voltando ao tema: Vamos aprender a pescar? Como se pesca peixes? Não adianta você colocar no anzol o que mais gosta, quando você coloca uma minhoca e coloca o anzol na água é como se tivesse falando aos peixes: “Venham, tenho para lhes dar o que mais gostam”.

Já pararam para pensar por que Cristo, na sua sabedoria, disse aos discípulos: “Eu os farei pescadores de homens?” Aqueles homens eram pescadores, davam “de graça” o que os peixes mais queriam, com os homens não seria diferente, desde que eles conhecessem a si mesmo e depois os outros, assim atingiriam o objetivo, como atingiram e o evangelho de Cristo se espalhou pelo mundo.

Por que insistirmos em falar sobre o que nós queremos? Assim, não vencemos na vida, não alcançamos nossos objetivos que é nos relacionar com os outros. Ficamos frustrados. É lógico que você está interessado no que quer. Aliás, está a vida inteira perseguindo o que quer.

Mas, apenas você? Ninguém mais? Os outros homens não são diferentes?

O único método existente para influenciar pessoas é falar sobre o que elas querem e assim, mostrar como realizar tais ações sempre de modo subliminar.

Lembre-se disto quando estiver convencendo alguém a fazer determinadas mudanças de atitudes. Se, por exemplo, não quiser que sua filha chegue depois da meia noite, não lhe chame a atenção, não fale sobre sua vontade, mostre-lhe, que dormir tarde fará com que ela tenha olheiras, ficará feia com propensão a rugas, terá desempenho ruim na sua aula de dança, natação ou na academia de ginástica, isto interessa a ela.

É um excelente método que funciona para peixes, bezerros, burros, vacas e gente.

Quer uma prova? Sua vaca, seu cavalo o seguirá de boa vontade, se tiver na mão algo que o interesse assim como capim, um pedaço de mandioca ou ainda uma espiga de milho, isto interessa muito a ele, agora tente sem lhe oferecer o que for do “seu interesse”, só irá se for “obrigado” e aí poderão acontecer coices, mordidas e chifradas.

“Antônio e seu filho tentaram levar um filhote de égua que estava junto com sua mãe para dentro de um cercado. Mas pai e filho cometeram o erro de só pensar no que eles queriam: Antônio empurrava o filhote enquanto seu filho puxava. Mas o pequeno filhote agia exatamente como Antônio e seu filho: pensava apenas no que ele queria que era ficar perto de sua mãe, por isto firmou os cascos e se recusou a ir de boa vontade. A mulher de Antônio viu a dificuldade dos dois. Ela não sabia ler e escrever, mas naquele momento, teve muito mais técnica ou instinto do que seu marido. Pensou no que o pequeno potro queria: lambuzou o dedo de leite e colocou maternalmente o dedo dentro da boca do potro, deixou que ele o chupasse enquanto facilmente o conduzia para dentro do cercado”.

Tudo o que você fez até hoje, desde o dia em que nasceu, foi porque você queria ganhar algo. Lembra-se da vez em que contribuiu para a construção da igreja? Sim, não foi uma exceção. Deu aquele dinheiro porque queria praticar uma bonita ação, altruísta, divina.

Se você não se sentisse bem ao doar não teria feito.

Fez a contribuição porque queria alguma coisa, bênçãos divinas? Estar em paz com sua consciência? Estava envergonhado diante da sociedade porque era o único que não tinha doado?

Falar sobre o que as pessoas querem são palavras mágicas abrem portas.

Muitos comerciantes e vendedores estão desanimados, seus negócios não andam bem, porque estão sempre pensando no que eles querem. Não conseguem compreender que nem você nem eu queremos comprar. Se o quiséssemos, sairíamos e compraríamos. Nós estamos interessados nas soluções dos nossos problemas. Se um vendedor nos mostrar como sua prestação de serviços ou suas mercadorias podem nos ajudar a resolver nossos problemas, não necessita de insistir. Compraremos. Todo cliente gosta de sentir que está comprando e que nunca lhe estão vendendo “qualquer coisa”.

A máquina de lavar pode ser uma faz tudo no sentido de lavar roupas, mas um simples comentário de que ela facilita a vida da dona de casa principalmente nos dias de chuvas, porque ela deixa a roupa pré-seca levando apenas meia hora para a secagem final pode ser decisivo no fechamento da compra.

Você e eu queremos ter a vida facilitada, esta máquina de lavar facilita a vida?

Não podemos passar a vida vendendo, sem olhar as coisas pela ótica do cliente.

Vamos a um exemplo: Você entra em uma concessionária para comprar um carro, o vendedor lhe mostra todo o veículo, a diferença dele entre os outros, os benefícios que você terá ao comprá-lo, você lhe faz uma pergunta: Qual o processo de proteção antiferrugem que foi utilizado pela fábrica antes da pintura? Ele lhe diz que não sabe, mas que você poderá entrar no site da montadora e ter informações completas. Você não compra o carro no momento, mas ele lhe pede a preferência quando se decidir. No outro dia ele lhe telefona querendo lhe vender o carro e o “seguro”. Está trazendo a informação? Não. Olha que ele poderia ter telefonado para a montadora e em dois minutos apenas ter lhe dado esta informação. Não o fez, pensando em economizar no telefone?

Não estava pensando em ajudar o cliente, dar o que ele queria, satisfazer suas necessidades, fazer com que ele se sentisse realizado, pleno, satisfeito ao comprar o automóvel, queria apenas lucrar, não se colocou no lugar do cliente.

Será que o cliente comprou o carro e fez o seguro com este vendedor?

O que você faria se fosse esse cliente?

Estamos cheios de pessoas assim: Exploradores que só olham para seus interesses. Por isso, o aspirante à líder que desinteressadamente procura ser útil aos outros, descobre vantagens. Não encontra muita concorrência na empresa, entidade, ou meio ambiente a que pertença, onde quer crescer e se desenvolver acima dos demais.

O ser humano que pode colocar-se no lugar do outro, que pode compreender suas intenções, maquinações e modo de pensar de seus cérebros, não precisa ter preocupações quanto ao seu futuro, será, sem sombra de dúvidas, um vencedor.

Temos uma enorme quantidade de pessoas cursando faculdades diversas, sem jamais descobrir como funcionam seus corpos, seus cérebros e qual a importância das relações humanas.

No futuro irão querer se impor mostrando aos seus subordinados o que querem, almejam ou desejam, não olhando o lado deles, o que são importantes para quem tem que executar tarefas, qual o modo mais fácil barato e produtivo, não dando aos subordinados o reconhecimento pelas tarefas executadas.

Terão carreiras curtas, não aprenderam que: Primeiro, devem despertar na outra pessoa um desejo ardente. Aquele que conseguir isto terá condições sempre favoráveis ao seu lado. Quem não o conseguir terá um caminho isolado.

Um casal teve um filho com baixo peso e recusa-se a comer. Os pais empregavam os métodos habituais. “Mamãe quer que você tome suco de cenoura”. “Papai quer que você coma carne para ser um grande homem”.

A criança não se sentia motivada a comer. Nenhum ser humano poderá esperar que uma criança de dez anos compreenda o ponto de vista de seus pais. Entretanto, era justamente o que seus pais esperavam dele.

O casal preocupado se perguntava: “O que quer o meu filho? Como poderei incentivá-lo a comer?”.

Começaram a pensar no assunto e descobriram que o mesmo tinha medo do garoto da vizinha que era da mesma idade, mas era maior fisicamente. Este toda vez em que o via nas proximidades da casa sem a mãe aterrorizava-o tomando dele brinquedos e biscoitos, era preciso a mãe interferir e retomar os seus brinquedos.

Naturalmente, o garoto chorava muito, humilhado diante desta situação constante.

Que desejava o garoto? Não era necessário adivinhar, seu orgulho, sua ira, seu desejo de ser importante – todas as emoções conflitantes da sua educação incentivavam-no a tomar uma vingança, dar um soco no nariz do garoto vizinho. E quando seu pai disse que podia enfrentar o outro se ficasse forte comendo de tudo, desapareceram todos os seus problemas com a comida. O menino começou a comer saladas diversas, carnes, sucos, tudo para se tornar bastante forte a fim de surrar o garoto que o havia humilhado tantas vezes.

Depois de resolver este problema o casal se viu diante de outro: O garoto adquiriu o hábito de urinar na cama.

Sua casa era pequena, dormia com a avó. Pela manhã ao sentir o lençol, molhado esta lhe dizia: “Você urinou na cama de novo esta noite”. Ele humilhado dizia: “Não, eu não fiz isso. Foi a senhora quem fez”.

O que esse menino desejava? Ter a sua própria cama. Vivia dizendo isto. A Avó já cansada de acordar pela madrugada molhada de urina ofereceu-se para comprar uma cama para ele desde que não fizesse mais “aquilo”.

Mãe e Avó o levaram a uma loja onde se vendem móveis e disse para a vendedora: “Este jovem (tinha apenas dez anos) deseja comprar uma cama”.
A vendedora fê-lo sentir importante: “Venha ver as várias camas que temos”.

O garoto tornou-se aparentemente maior e respondeu: “Quero a mais bonita e forte, uma cama de homem”.

A vendedora mostrou-lhe várias camas, quando ele se interessou por uma, a mãe deu seu consentimento com a cabeça. O garoto ficou convencido de que devia comprá-la.

Sua Avó sabiamente já pesquisara os preços e havia lhe colocado no bolso dinheiro antecipadamente para “ele pagar”, pagou, levaram-na na mesma na hora.

Quando o pai chegou em casa à noite ele o chamou: “Papai venha ao meu quarto ver a minha cama que eu comprei”.

O pai, olhando a cama elogiou a beleza, cor e tamanho do móvel.

“Você não vai molhar sua cama, não é?”, perguntou.
“Oh, não, não! Eu não urinarei na minha cama. O garoto fez a promessa, cheio de orgulho. Era a sua cama. Ele e apenas ELE a havia comprado”.

Um outro casal, não conseguia que sua filhinha de quatro anos se alimentasse como devia. Todos os métodos de repreensões e castigos foram usados, um fracasso total. Os pais se perguntavam: “Como poderemos fazer com que ela queira isto?”.

A garotinha gostava de imitar a mamãe em tudo; assim, certo dia a mãe deixou que ela ficasse em pé na cadeira e preparasse seu prato. Quando o pai entrou ela exclamou: “Veja papai, hoje eu mesma estou preparando meu prato”.

Neste dia se alimentou normalmente, pois estava interessada. Havia se sentido importante; encontrara sua importância no preparar e fazer sua refeição sozinha.

Lembre-se: Despertar na outra pessoa um ardente desejo.

E então, vamos aprender a pescar?

OBS: Texto do curso LIDERAR, INFLUENCIAR e CONVENCER AS PESSOAS.
Desenvolvimento Humano e Profissional: Cursos que propõem mudanças interior, se desenvolver pessoalmente e profissionalmente, com objetivo de formar profissionais líderes. Wilson Martins é professor de oratória no Instituto J. Andrade – Juatuba-MG, funcionário público com larga experiência em desenvolvimento sustentável. Já foi vendedor interno e externo, gerente de vendas, gerente do sistema de saúde pública, assessor parlamentar, chefe de setor de meio ambiente, chefe de divisão de desenvolvimento sustentável, coordenador de campanha política, coordenador de Plano Diretor e é palestrante, trabalhando com 11 palestras e diversos temas, (verificar no site: www.wilsonmartins.com).

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