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Humanização da Saúde

 

Parece um absurdo falar em humanizar a atividade humana, no entanto, a sociedade vive tristes aspectos de selvageria. Sofre pelas graves violências cotidianas, as das favelas, morros, ruas e até domésticas.

No caso, de humanização da saúde temos que desenvolver um intenso trabalho no âmbito clínico/hospitalar, para combater a insensibilidade, o processo de anestesiamento dos profissionais da saúde. De tanto ver gente sofrer, gemer e morrer já não mais impressiona e nem comove, tudo parece e é vivido como simples casos de rotina. Só que, cada um tem sua dor, seu sofrimento, emoções e preocupações de forma individual e personalizada.

O curso trabalha o servidor público/funcionário, para que o mesmo entenda que, normalmente não lida com pessoas comuns que estão felizes, mas sim, com pessoas que trazem atrás de si uma bagagem de sofrimentos, seja esse, passageiro ou não, mas o certo é que estão sofrendo toda sorte de infelicidades, pressão, pobreza, miséria e um enorme medo e descrédito dos serviços públicos de saúde.

O funcionário/servidor público de uma policlínica, posto de saúde, clínica ou hospitais privados é conscientizado no curso de Humanização da Saúde que, toda pessoa, independentemente da sua cultura e da sua condição social, ao adoecer, ao se submeter a uma cirurgia, ao ocupar uma maca na emergência ou leito na CTI/UTI, fica profundamente fragilizada, sente insegurança, medo de sofrer e morrer. Nessas circunstâncias, mais do que nunca necessita de apoio, presença e carinho humano. É também o momento em que passa a lembrar de Deus, do qual, talvez viveu esquecida.

Muitas vezes, "Mais que de máquinas, necessitamos de humanidade. Mais do que de inteligência, necessitamos de afeição". Charlie Chaplin. .

Muitas dessas pessoas, além das doenças que as afligem, são pessoas excluídas do sistema, permanentemente desempregadas, passando necessidades, sem alto estima, em sua grande maioria viciada em álcool, (que às vezes está cobrando o preço de viver uma vida desregrada), sem perspectivas de dias melhores, sem esperanças, apenas tem um dia a após o outro, enfim, são pessoas que não tem qualidade de vida.

As vidas dessas, já são um inferno devido às péssimas condições em que vivem. Chegam ao serviço de saúde e deparam com um quadro constante: funcionário desmotivado baixo salários falta de treinamento, falta de medicamentos básicos, ambulâncias, sendo que, em todo o Brasil, salvo raras exceções, a população tem péssima impressão dos funcionários dos serviços de saúde.

A falta de empenho, despreparo e vontade dos gerentes e agentes políticos fazem com que os funcionários que lidam diariamente com recepção, encaminhamentos e cuidados desses pacientes os tratem com descasos. Para as pessoas que necessitam de cuidar da sua saúde acontecem péssimos tratamentos, demoras e enormes custos, com as conseqüências que bem conhecemos: agravamento de sua saúde, maior custo para o serviço de saúde e até óbito do paciente, simplesmente por demoras desnecessárias.

Tudo isso, pode e deve ser evitado com ganhos reais para todos os atores envolvidos, seja o gestor público, funcionários/servidores e pacientes, desde que se faça constantemente treinamento, palestras, cursos de Humanização da Saúde em que os funcionários/servidores sejam chamado a "atuarem" até com a aplicação da Lei do Menor Esforço, diminuindo assim, o estresse e doenças ligadas a esse, tão comuns no serviço público, responsáveis, por faltas e afastamento da parte dos funcionários/servidores.

OBJETIVO
Criar novos hábitos, disciplina de relação de trabalhadores da saúde e usuários, na busca da humanização, em que se valorize a vida humana. Valores a respeitar: Dignidade da pessoa; Conscientizar o funcionário/servidor que: O paciente/usuário é um ser humano, com direitos que estão sendo desrespeitados, sendo que "ele" já pagou por esses serviços, que um trabalho racional, com organização, métodos e disciplinas, irá fazer com que esse, produza mais com menos esforço e menos estresse, sendo beneficiados todos, do servidor/funcionário ao paciente final. Incentivar funcionários a desenvolver programas de lazer em que se interajam mais, diminuindo assim o estresse e superando diferenças de ordem pessoal.

PROGRAMA
1. Entender a importância dos aspectos emocionais do doente;
2. Postura ética dos profissionais da saúde em respeito humano a esse ser já tão
fragilizado;
3. Atender o doente como pessoa, ser humano, com nome e não um número
do convenio a que pertence;
4. Humanizar, deve ser a luta diária da direção do estabelecimento/entidade, para
que seja montando um programa de FPH (fizemos progresso hoje?), para
análise dos próprios funcionários/servidores.
5. Somos patos, (necessitamos aprender a voar, para nos tornarmos Águias),
6. No momento, estamos trabalhando certos?
7. Armadilha no dia a dia de uma unidade de saúde,
8. Exercitar a paciência,
9. Conhecer "bem" a unidade de saúde,
10.Vamos conhecer o perfil do usuário/paciente,
11.Convivendo com os diferentes,
12.Eu, consciente do meu papel,
13.Fazendo a diferença no atendimento,
14.Benefícios adquiridos pela mudança de postura no meu trabalho,
15.Observação crítica constante,
16. Desenvolvendo espírito cooperativista;
17. Visão de futuro.

CARGA HORÁRIA
20 horas

LOCAL
Na cidade em que me contratarem, local a escolha do Contratante.

EQUIPAMENTOS
Solicito que os contratantes me forneçam:
1 – Vídeo;
2 – Tv 20 polegadas;
1 – Retroprojetor;
Som/microfones;
Apostilas.

QUEM PARTICIPA
Atendentes, recepcionistas, secretárias, motoristas de ambulâncias, técnico de laboratórios, auxiliares e técnicas de enfermagem, gerentes de unidades e supervisores. (áreas onde, começam os problemas).

Áreas a serem trabalhadas:
- relação funcionários/pacientes.
- Relação trabalhadores da saúde, internos e externos (PSF) / paciente;
- Relação interpessoais e interprofissionais;

 

 
 
 
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